Licenciamento Ambiental e Geoprocessamento

O licenciamento ambiental é um processo no qual o empreendimento em análise submete-se a uma análise sistêmica com o objetivo de contextualizar o empreendimento, sua inserção nos meios físico, biótico e antrópico, assim como seus principais aspectos e impactos. 

 

Neste contexto, o geoprocessamento representa uma das principais ferramentas de coleta e análise sistêmica de dados geoespaciais, contribuindo significativamente para realização e representação de análises sistêmicas. 

Licenciamento Ambiental

O Licenciamento Ambiental é um instrumento da Política Nacional de Meio Ambiente, estabelecida pela Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, que tem como objetivo a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar condições ao desenvolvimento socioeconômico, aos interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida.

Geoprocessamento

O geoprocessamento por sua vez, segundo o INPE, é o conjunto de tecnologias voltadas a coleta e tratamento de informações espaciais para um objetivo específico. As atividades envolvendo o geoprocessamento são executadas por sistemas específicos mais comumente chamados de Sistemas de Informação Geográfica (SIG).

Análise Sistêmica

Diante disso, o geoprocessamento potencializa a capacidade de analisar e compreender a totalidade do objeto e suas relações.  Com esta ferramenta é possível selecionar partes específicas e relacioná-las, permitindo a realização de análises integradas. Pedologia, geologia, geomorfologia, hidrologia, equipamentos urbanos, vegetação, entre outros aspectos podem ser analisados através do geoprocessamento.

Análises Básicas

No licenciamento ambiental o geoprocessamento responde por um grande grupo de análises, assim como na representação de dados.

 

Entre estas análises e representação de dados destacam-se:

  • Localização
  • Vias de acesso
  • Zoneamento
  • Geologia
  • Geomorfologia
  • Pedologia
  • Hidrologia
  • Fauna
  • Flora
  • Uso e Ocupação do Solo
  • Equipamentos Urbanos
  • Unidades de Conservação
  • Áreas de Preservação Permanente
  • Declividade
  • Áreas inundáveis ou sujeitas a alagamento
  • Fragilidade do Solo
  • Zona de Amortecimento de Unidades de Conservação
  • Pontos de Coleta dados ambientais
  • Entre outras análises.

Possibilidade e Limitações

Por fim, é importante destacar que o potencial do geoprocessamento nos processos de licenciamento ambiental está diretamente ligada aos profissionais que fazem uso desta ferramenta. 

 

Infelizmente, muitos processos de licenciamento resumem-se a descrição e apresentação de dados, negligenciando as análises sistêmicas e a necessidade de entendimento do todo.

 

Neste sentido,  é responsabilidade e papel dos profissionais envolvidos utilizarem todo o potencial desta ferramenta em suas análises com fins de licenciamento ambiental. 

Gostou? Então compartilhe em suas redes

Quer saber mais? Entre em contato conosco

plugins premium WordPress