Cultura da Sustentabilidade: o primeiro passo

A sustentabilidade é uma unanimidade entre empresas, empreendedores, gestores, gerentes e sociedade em geral, que cada vez mais ressaltam a importância do tema  para nossas relações socioculturais, políticas, ambientais, organizacionais e territoriais.

Teoria e Prática

Entretanto, a prática, revela um cenário onde a história ainda não é bem essa. A sustentabilidade ainda é vista como um custo e é relacionada a aspectos pontuais da empresa, como a economia de energia e água, gestão de resíduos, responsabilidade social ou ao marketing socioambiental.

 

É importante ter em mente que sua efetiva incorporação deve fundamentar a tomada de decisão. Apontando caminhos para redução de custos e riscos, contribuindo com a atração de capitais, valorização institucional e melhoria da satisfação de todos os stakeholders. Em outras palavas, é um diferencial competitivo estratégico.

Disseminação Orgânica

Contudo, para que isso aconteça, o processo de incorporação deve partir da alta direção ou ser amplamente apoiado por ela. Em resumo, deve ser conduzido de forma orgânica, de dentro para fora, entendendo a empresa como um organismo vivo. Onde o entendimento sistêmico dos grupos de interesse, seus principais aspectos e suas relações é a prioridade contínua para valorização do negócio.

 

Vale ressaltar que o objetivo é modificar a empresa integralmente, a partir de pensamentos e comportamentos que possam gerar mudanças e transformações internas e externas (sistemas, estruturas e processos) efetivas e duradouras. Transformando a Visão de Mundo organizacional.

 

É preciso ter claro que a sustentabilidade é uma postura institucional. Deve fazer parte da missão, visão e valores do negócio, refletir a cultura da empresa, permeando todos os níveis hierárquicos e segmentos. Fazendo parte do DNA da organização, expressa em política institucional condizente, presentes no discurso, nos processos, padrões e práticas cotidianas, nas atividades administrativas e operacionais e ferramentas de controle e monitoramento.

 

É um processo de alinhamento da estratégia, do discurso e da prática empresarial. Um prisma que deve refletir a busca pela criação de conhecimento organizacional consciente, conhecimento que gera integração, equilíbrio e inovação.

Primeiros Passos

O ponto de partida, ou seja, o primeiro passo deve ser um mapeamento da empresa. Tal investigação subsidiará a definição de diretrizes, as estratégias de disseminação e as bases para a criação de proposições e indicadores claros. Além dos objetivos e metas, que devem ser pertinentes à realidade e momento da empresa.

 

Na prática, na promoção da cultura da sustentabilidade, a empresa precisa se preocupar basicamente com quatro esferas de relações:

  • O nível estratégico conceitual, que norteará as pessoas, processos e produtos;
  • As pessoas, cada um pertencente a um grupo de interesses e de relações específicas com a empresa;
  • Os processos, sistemas e outras estruturas que ditam padrões e práticas da empresa e;
  • Os objetivos e metas, que devem ser claros e mensuráveis para garantir eficiência e efetividade.

Consultoria Externa

A presença de uma consultoria externa é salutar. Pode facilitar e otimizar a transição, mas é possível desenvolvê-lo de forma autônoma, através de comprometimento e proatividade da equipe envolvida e capacidade de desprendimento da cultura organizacional instituída.

 

O importante é ter claro que o conhecimento aprofundado do negócio e a promoção de transformações na dimensão cultural da empresa são a prioridade inicial.

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