Empreendedorismo: Uma característica humana

Quando pesquisamos no google o significado do termo empreendedorismo são apresentadas duas definições principais. Caracterizado como substantivo masculino o termo remete a 1) disposição ou capacidade de idealizar, coordenar e realizar projetos, serviços, negócios e a 2) inciativa de implementar novos negócios ou mudanças em empresas já existentes, com alterações que envolvem inovação e riscos.

Podemos ver que nas duas definições a relação com negócios e empresas é clara. Aprofundando um pouco mais a pesquisa encontramos no dicionário Michaelis da editora Melhoramentos outras definições, que dão conta que além de um substantivo masculino, relacionado a 1) aquele que empreende ou 2) aquele que toma a seu cargo uma empresa, o termo também é um adjetivo relacionado ao sujeito 1) que empreende, 2) que se lança à realização de coisas difíceis ou fora do comum; ativo, arrojado, dinâmico.

Nesta definição já temos um entendimento mais amplo, não só relacionado a negócios, mas também relacionado a uma ação, uma característica do ser humano, que todos nós temos, em maior ou menor grau, pois todos nós empreendemos tarefas e nos superamos diariamente de forma dinâmica.

Quando passamos a pensar desta forma entendemos que o empreendedorismo é uma das características inatas do ser humano e pode e deve ser trabalhado em cada um de nós. Com certeza nem todos nasceram para ser um Elon Musk, mas todos podem trabalhar para empreender novos desafios e superar seus obstáculos individuais.

Você pode querer empreender uma dieta, uma mudança na sua rotina, melhorar sua saúde, aumentar suas vedas ou montar a próxima startup unicórnio de 2020. Seja qual for seu desafio o empreendedorismo é um tema importante que faz parte da sua vida de forma consciente ou inconsciente.

Vivemos um momento de transição rápida, os últimos 100 anos mudaram mais a sociedade que os milhares de anos anteriores e se não nos atentarmos para o tipo e a velocidade destas mudanças podemos nos sentir atropelados por elas.

Nos últimos anos assistimos empresas e serviços surgirem e desaparecerem em poucas décadas, mas também pudemos ver novos negócios surgirem também em poucas décadas e, rapidamente, integrarem-se a rotina das pessoas, parecendo que eles sempre existiram.  A internet, os aplicativos de serviços e compartilhamento, os smartphones e computadores pessoais são apenas alguns dos exemplos mais recentes.

Neste cenário, dinâmico, globalizado e cada vez mais interdependente nós, da Engenho XYZ trouxemos neste artigo algumas tendências que merecem sua atenção, seja para manter-se atualizado ou aproveitar as oportunidades que a era do conhecimento cria e nos apresenta.

  • Máximo X Ótimo

A primeira das tendências que precisamos nos atentar é a substituição do máximo pelo ótimo. Na era industrial, mecanicista, da produção em série, o máximo era o objetivo a ser alcançado, o máximo de produção, de consumo e lucro. Já na era do conhecimento, a ciência passa a gradativamente demonstrar que o máximo pode trazer consequências negativas para todo o sistema, degradando a natureza, exaurindo recursos, explorando funcionários e, em última instância prejudicando o próprio negócio e a si mesmo. Já na era do conhecimento, passamos a entender a importância do equilíbrio entre produção e série e customização, percebendo que o ótimo é a meta a ser buscada, na qual nem sempre lucro, produção e consumo são os maiores possíveis, mas na qual o conceito de sustentabilidade passa a ser incorporado, e a satisfação dos colaboradores, mitigação das externalidades ambientais e a experiência dos clientes passam a ser métricas para o sucesso e longevidade de um empreendimento.      

  • A profissionalização em massa

A disponibilidade e disseminação de dados, informações e tecnologias pela internet é outro ponto basilar da nova sociedade do terceiro milênio. Ela permite o acesso a possibilidades e ferramentas que antes estavam restritas a grandes empresas e necessitavam de grandes volumes de recursos para sua obtenção. Mas hoje, pessoas e pequenas empresas podem se profissionalizar e automatizar seus processos, bem como obter acesso a informações e mercados antes inimagináveis. O céu é o limite para a profissionalização e crescimento das empresas. Hoje, softwares de código aberto, versões free disponibilizadas por empresas, bem como mecanismos de pesquisa e análise de dados permitem o crescimento das pequenas empresas e volta as grandes corporações para a força e importância do crescimento orgânico para escalar mercado. Marketing digital, multinível ou de afiliados, são apenas alguns exemplos destas possibilidades da massificação de informações e tecnologias que integram grandes e pequenos.    

  • Ponto a ponto

O encurtamento das distâncias possibilitado pelas tecnologias da informação e comunicação  (TICs) também permite que pessoas antes separadas por barreiras intransponíveis hoje possam trabalhar juntas e se relacionar mesmo a milhares de quilômetros de distância. Um empreendedor brasileiro criativo pode realizar uma parceria com um desenvolvedor indiano para a criação de um aplicativo de compartilhamento de serviços ou produtos nos Estados Unidos. Essas possibilidades criadas com estas tecnologias permitem a criação de redes complexas e heterogêneas, tão ricas quanto suas diferenças e as distâncias que podem separar seus integrantes.   

  • Nichos de tudo

Ainda relacionado as TICs devemos nos atentar para as oportunidades que a criação e massificação de nichos possibilitam. Possibilidades impares para os empreendedores dinâmicos e resilientes. Hoje as TICs permitiram que antes pequenos grupos de interesses se transformassem em grandes grupos segmentados. Não interessa qual o assunto ou nicho de interesse na internet você encontrará informações e outras pessoas que também se interessam por este assunto. São grupos de pessoas e empresas que produzem e consomem informações e também representam um avido mercado consumidor de produtos e serviços relacionados a seus interesses específicos.   

  • Produção e disseminação de conteúdo

Neste contexto, é importante falar sobre as oportunidades que a criação e disseminação de conhecimento cria. Tarefas estas que antes estavam restritas a empresas de jornalísticas e de comunicação hoje se difundem entre pessoas comuns que agora tem voz e espaço para sistematizar e disseminar conhecimentos. As pessoas estão abertas para este novo segmento de geração de conhecimento que permite o desenvolvimento cada vez ais rápido de transformações em nossa sociedade e também criam mercados férteis e em crescimento.

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